quarta-feira, 11 de março de 2009

A DEPENDÊNCIA QUÍMICA NAS EMPRESAS

"Não és bom, nem és mau: és triste e humano... Vives ansiando, entre maldições e preces, Como se a arder no coração tivesses O tumulto e o clamor de um largo oceano.
(...)
E no perpétuo ideal que te devora, Residem juntamente no teu peito Um demônio que ruge e um deus que chora."
(Dualismo - Olavo Bilac)



DEPENDÊNCIA QUÍMICA, segundo dados da organização mundial de saúde, é uma doença que atinge em média cerca de 10 a 15% da população mundial e caracteriza-se pela perda da liberdade de dizer não à droga à qual o organismo se adaptou.

É uma necessidade psíquica ou física do uso de drogas (álcool, tabaco, tranqüilizante, maconha, cocaína, ecstasy, crack, heroína, etc.) e suas conseqüências, sem controle, com aumento de tolerância por um indivíduo; ou seja, um estado no qual tal indivíduo tem a necessidade de repetidas doses de uma droga para sentir-se bem ou evitar sentir-se mal.

Existe na verdade um critério de “amarração” difícil de se desvencilhar. Há uma relação alterada entre o ser humano e seu modo de consumir uma substância. E tal relação é capaz de trazer problemas de várias naturezas para o seu usuário: social, financeiro, físico e familiar, e, o mais complexo: manter o indivíduo em abstinência (sem usar drogas) e reintegra-lo à sociedade ainda preconceituosa.
Pesquisa do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) aponta que o número de dependentes no país é de 15% da população de 12 a 65 anos.

Acidentes, diminuição da produtividade, problemas de relacionamento e de segurança. Esses são alguns dos efeitos que a dependência química provoca no ambiente corporativo. O que antes era varrido para debaixo do tapete transformou-se em questão prioritária para os gestores de recursos humanos. Os números desse quadro falam por si. Para se ter uma idéia, estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que:

· Os usuários de drogas e álcool faltam ao trabalho de duas a três vezes mais do que os outros empregados.

· Funcionários com dependência química podem precisar utilizar a assistência médica ou o seguro-saúde três vezes mais que os outros empregados.

· Em algumas empresas, foi constatado que de 20% a 25% dos acidentes envolvem pessoas intoxicadas, que se machucam sozinhas ou ferem outras pessoas.


· A oferta de drogas e álcool durante o expediente contabiliza de 15% a 30% de todos os acidentes de trabalho.

Programas de prevenção e combate ao uso de drogas sempre encontram barreiras, principalmente dentro das empresas e escolas onde existe um tabu em relação ao assunto. Álcool, maconha e cocaína, entre outras drogas, são freqüentes no ambiente de trabalho em casa e escola, mas seu uso muitas vezes passa despercebido. No caso das empresas, o problema é que queda na produtividade, absenteísmo e falta de motivação nem sempre são atrelados ao uso de drogas pelos funcionários.

2 comentários:

Cristiane Campos disse...

Nasser vc esta de parabéns pelo Blog, é muito bom saber que temos pessoas qualificadas e com experiência para lutar contra este mal tão avassalador.
Toda ajuda é importante e toda ajuda necessária, estarei sempre te acompanhando, sua luta é a minha.
Beijo

na disse...

Sou suspeita em falar de voce, de sua dedicação, sua garra, profissionalismo, etc! Vc é encantador! Admiravel!!
Parabéns pelo blog! O mundo precisa de pessoas como você.
Beijos, te amo.