segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Estudo explica ação de cogumelo alucinógeno no cérebro

Folha de São Paulo Cientistas dizem ter mapeado os caminhos que levam à ação dos cogumelos alucinógenos no cérebro A chamada "viagem" provocada por certos tipos desse fungo seriam causadas por alterações na oxigenação e no fluxo de sangue em regiões do cérebro. Uma consequência da psilocibina, o princípio ativo dos "cogumelos mágicos". Trabalhos anteriores sugerem o uso terapêutico da substância --que alegadamente leva a experiências existenciais profundas. David Nutt e colegas fizeram imagens detalhadas do cérebro de dois grupos de 15 adultos saudáveis durante vários estágios: da consciência à psicodelia. Os voluntários receberam injeções intravenosas de psilocibina. A intensidade dos efeitos alucinógenos subjetivos descritos pelos participantes --como a visão de padrões geométricos e a alteração da percepção de espaço e tempo-- coincidiu com uma diminuição do fluxo de oxigênio e sangue em regiões do cérebro em que as conexões neurais são mais densas, o córtex pré-frontal medial e o córtex cingulado. Acredita-se que esses "hubs" do cérebro acelerem o fluxo de informação pelo órgão. A redução de atividade nesses pontos que a psilocibina causa poderia ser responsável, portanto, pelos profundos efeitos da droga na consciência, dizem seus autores. Atividade acima do normal no córtex pré-frontal medial já foi relacionada à depressão. Segundo os pesquisadores, isso pode indicar como os supostos efeitos antidepressivos da psilocibina ocorreriam. O trabalho foi publicado na revista científica "PNAS". Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Uma epidemia nacional

Folha de Londrina Pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios comprovou que o crack assombra grandes e pequenas cidades Praticamente todos os municípios brasileiros (98%) enfrentam problemas de consumo e circulação do crack. A preocupante onstatação foi feita por pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) no final do ano passado. A entidade também lançou o portal Observatório Nacional Sobre o Crack, com o objetivo de acompanhar o problema nas grandes e pequenas cidades, com informações sobre o consumo, os investimentos e os resultados das ações de combate à droga. De acordo com o levantamento feito pela CNM, apenas 333 municípios do País (o equivalente a 8,4%) declararam possuir um programa municipal de combate ao crack. A maioria deles, porém, não recebe apoio financeiro de órgãos públicos. No total, foram pesquisados 4.380 municípios do país; destes, 4.114 declararam ter problemas com usuários de drogas. No Paraná, foram pesquisados 349 municípios. Destes, 319 declararam ter circulação de drogas. Pouco mais da metade (177) informou que executa ações de enfrentamento ao crack e outras drogas. O presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), Joaquim Melo, elogia o esforço da CNM para mapear o problema, pois, segundo ele, o País é pobre em pesquisas na área. Para Melo, as soluções só virão por meio de ações integradas e intersetoriais realizadas nas frentes da prevenção, tratamento e combate ao tráfico, com a participação das três esferas de governo. ‘‘É importante também que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e o Ministério da Saúde adotem uma política única e bem articulada’’, ressalta. Melo observa que o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, anunciado pelo governo federal em dezembro, é uma boa proposta e tende a dar bons resultados caso seja implantado de fato. ‘‘O investimento anunciado é de R$ 4 bilhões. Resta saber se o plano vai mesmo ser colocado em ação como está previsto.’’ Nos dados da Confederação dos Municípios, dos R$ 410 milhões anunciados em 2010, apenas R$ 80 milhões (menos de 20%) foram usados para o combate ao uso de drogas. ‘‘Uma questão que também preocupa é a forma como os dependentes serão tratados. Fala-se em criar enfermarias especializadas em hospitais gerais do SUS, quando o mais correto seria construir comunidades terapêuticas ou fazer convênios com aquelas comunidades que trabalham de maneira adequada’’, defende o médico. Segundo ele, os melhores resultados obtidos com usuários de crack são por meio da internação por um período mínimo de três meses. "‘Hospitais-dia, para estas pessoas, nem sempre funcionam. O que se fez recentemente na cracolândia de São Paulo, por exemplo, foi uma ação sem pesquisa. Não adianta espalhar os usuários e não tratá-los.’’ Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Consumo de álcool entre meninas chega a 55%

Bonde Em grandes metrópoles como São Paulo, as jovens com idade entre 15 e 17 anos já bebem mais que os meninos Foi-se o tempo em que os clientes assíduos dos bares eram exclusivamente do público masculino. Ao reinvidicar os "direitos iguais" perante os homens, a conduta da mulher contemporânea que segue um padrão considerado masculino: o consumo demasiado de bebidas alcoólicas. Já é possível afirmar que as mulheres frequentam bares com a mesma constância que os homens, e acabam exagerando na quantidade da bebida, contribuindo para o aumento das estatísticas. Uma pesquisa realizada há 15 anos e atualizada a cada dois anos pela Universidade Federal de Minas Gerais, (UFMG), revela que dentre as mais de 50 mil pessoas entrevistadas, as jovens entre 10 e 18 anos lideram o ranking dos consumidores de substâncias etílicas. O coordenador do estudo e professor de Neurociência da UFMG, Amadeu Roselli Cruz, acredita que um conjunto de fatores culturais e sociais favorece esse comportamento. "Hoje, as mulheres ocupam cargos importantes, são empresárias e sustentam a família. Logo, as jovens visualizam esse novo perfil e consomem bebidas alcoólicas cada vez mais cedo", revela. O Brasil segue a tendência mundial e registra índices alarmantes. Neste estudo, o critério adotado para a análise dos entrevistados foi a frequência e quantidade de bebida ingerida entre as jovens. As meninas com idade entre 10 e 14 anos representam um percentual um pouco mais baixo, cerca de 30%. Já as jovens de 15 a 17 anos disparam com 55% e já é possível afirmar que as garotas já bebem mais do que os meninos da mesma faixa etária. Em grandes metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, o índice do alcoolismo entre as jovens é mais alto do que em cidades menores. Isto porque o fácil acesso à estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas permite às jovens comprar em excesso o tipo e quantidade desejada. "Hoje, tanto as adolescentes quanto as adultas bebem sozinhas pelo simples fato de buscarem diversão e, se não há companhia, se alegram da mesma forma, desde que a bebida seja sua companheira da vez", explica o Prof. Amadeu Cruz. Alcoólatras do futuro O comportamento adotado pelas jovens brasileiras tende a refletir as futuras estatísticas. Assim como os homens, as mulheres têm encontrado pretextos para beber e seja um promoção no trabalho, o término de um relacionamento ou algum outro acontecimento pouco relevante é motivo para sair para beber. Segundo o especialista, o fator "independência" é o que tem mais chamado a atenção na pesquisa e revela também que, não existe correlação entre o hábito do consumo alcoólico e indícios sociais, como situação financeira, escolar e cultural. "Não há distinção entre os tipos de jovens e mulheres que bebem. Inclusive, a maioria delas apresenta comportamentos saudáveis. A maior questão envolvida é realmente o desejo de ostentar este âmbito masculino", diz. Na tentativa de restringir a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, a cidade de São Paulo intensificou a fiscalização em bares, padarias, supermercados, restaurantes, entre outros. Mediante o flagrante do responsável por esses locais, será cobrada uma multa e interdição de 30 dias do estabelecimento. Ações como essa visam reduzir o consumo de álcool entre os mais jovens e suscetíveis alcoólatras de amanhã. Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Família com histórico de alcoolismo afeta cérebro de adolescente

Adolescentes que vivem em um ambiente familiar com casos de alcoolismo estão mais propensos a ter o cérebro afetado e podem desenvolver o mesmo vício no futuro, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira (17). A pesquisa foi desenvolvida por um grupo de cientistas norte-americanos da Universidade Oregon Health & Science. O trabalho reuniu 31 jovens entre 13 e 15 anos. Dezoito deles apresentava histórico de alcoolismo familiar. O restante foi usado para comparar resultado e era composto por adolescentes livres do problema. Antes do estudo, todos os participantes alegaram não ter envolvimento com o uso constante de bebida alcoólica. lCom uso de imagens por ressonância magnética, os pesquisadores estudaram a resposta dos adolescentes para tomar decisões rápidas, simulando como eles se comportariam se estivessem em uma situação de risco e que envolvesse grandes quantias de dinheiro. Estruturas como o cerebelo e o córtex pré-frontal foram as mais afetadas, segundo os especialistas. Eles também descobriram que os jovens com casos de excesso de bebida entre os parentes apresentaram uma inibição no comportamento e diferenças na ação cerebral, mesmo quando desempenhavam as mesmas atividades do que os adolescentes livres do drama. Para a equipe responsável pelo trabalho, essa mudança nas funções do cérebro pode afetar a tomada de decisões dos adolescentes com histórico familiar de alcoolismo. Os jovens passariam a fazer escolhas piores por conta de problemas de atenção e memória. Os resultados finais do estudo serão publicados na revista "Alcoholism: Clinical & Experimental Research" em abril de 2012. Os cientistas acreditam que os dados poderão servir para orientar programas de combate ao alcoolismo no mundo. Mas mesmo com os resultados, os cientistas afirmam que o histórico familiar é apenas um dos fatores que podem levar um jovem a ser dependente químico em relação à bebiba alcoólica no futuro. O ambiente onde a adolescente vive e fatores genéticos também devem ser levados em conta, segundo os pesquisadores. Autor: OBID Fonte: G1