Suas causas estão associadas direta ou indiretamente a questões genéticas e a questões psicológicas.
Segundo o psiquiatra Carlos Augusto Galvão, a genética não só transfere o chamado “gene do alcoolismo”, como também outras doenças que podem provocar a dependência. “Por ser um sedativo, o álcool traz conforto psíquico. Pessoas com depressão, pânico e disritmia cerebral podem apresentar predisposição para o consumo da droga”, afirma.
A dificuldade em lidar com alguma questão social específica também pode causar a doença. O especialista explica, “desemprego, separação conjugal e falecimento de ente querido são casos comuns que geram o alcoolismo.”
Os familiares têm um papel importante no controle e melhora da doença, já que o alcoólatra tem muita dificuldade de aceitar o diagnóstico e, muitas vezes, torna-se agressivo. Segundo o psiquiatra os familiares dos dependentes devem ter cautela, pois têm maior predisposição a desenvolverem o alcoolismo. “Há uma maior incidência da doença em parentes diretos de alcoólatras.”, alerta o psiquiatra.
Efeitos colaterais
Segundo dados do Ministério da Saúde, 11% da população brasileira entre 12 e 65 anos apresentam quadro de dependência de bebidas alcoólicas. Galvão conta que o impacto do alcoolismo é tão grande que se calcula que metade da ocupação dos leitos dos hospitais são decorrentes de doenças ocasionadas pelo consumo excessivo do álcool, como cirrose hepática, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, além de acidentes de trânsito.
Para tratar a doença, o especialista ressalta que o acompanhamento médico é essencial. “O momento de parar de beber é muito delicado. A interrupção brusca do consumo da droga pode gerar quadros de ´delirium tremins´ associados a convulsões podem levar à morte. Por isso, um médico deve ser procurado para orientar o dependente e acompanhar o tratamento”, afirma Galvão.
Fonte:Gazeta Web/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
PALESTRAS, ASSESSORIA, ACONSELHAMENTO TERAPÊUTICO, ATENDIMENTO FAMILIAR,PREVENÇÃO À RECAÍDA E REINSERÇÃO SOCIAL
segunda-feira, 8 de março de 2010
Herança genética e fatores psicológicos podem causar o alcoolismo
Anabolizantes poderão receber mesmo tratamento de drogas ilícitas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6696/09, do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), que trata de esteróides anabolizantes e substâncias similares. A proposta modifica a Lei 11.343/06, que criou o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas.
Pelo texto, passa-se a considerar, como drogas, os esteróides androgênicos ou peptídeos anabólicos - conhecidos como anabolizantes hormonais - que causem dependência humana.
O projeto prevê também que receberá as mesmas penas previstas para traficantes, fabricantes e vendedores de drogas ilícitas o agente que promover a venda, oferecer, entregar ou fornecer a consumo, ainda que gratuitamente, medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes, sem a devida apresentação e retenção da cópia da prescrição emitida por médico ou dentista devidamente registrados nos respectivos conselhos profissionais.
Mercado da beleza
O autor afirma que, com o crescimento do "mercado da beleza" cada vez mais exibicionista e exigente para os padrões sociais, nasce a necessidade de ter um corpo aparentemente sadio e musculoso, o que impulsiona a procura por subterfúgios para o alcance rápido e sem esforço desse chamado padrão de beleza.
"Neste anseio, jovens, adultos e até idosos utilizam mecanismos rápidos para obtenção de um corpo esbelto e musculoso, como é o caso dos medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes", explica.
O deputado lembra que, atualmente, a venda desses esteróides ainda é feita às escuras, e até mesmo um menor de idade consegue obtê-las sem qualquer prescrição médica.
Na opinião do parlamentar, o resultado disso são os inúmeros casos de intervenções médicas pelo uso indevido ou excessivo de anabolizantes, além de altos índices de morte ocasionados pelo uso indiscriminado desses medicamentos.
Testoterona
"Os esteroides anabólicos, ou anabolizantes, são drogas relacionadas ao hormônio masculino testosterona que destinam-se, especialmente, a repor a falta de hormônio masculino ou de musculatura corpórea, melhorando, momentaneamente, enquanto perdurar o uso e seus efeitos, a ´performance´ dos usuários em atividades físicas", argumenta.
O parlamentar lembra que essas drogas causam dependência psicológica. O usuário não consegue mais ficar sem o seu uso contínuo. O corpo escultural passa a fazer parte da dependência psicológica, mesmo que a custo de um elevado preço, pago pelo organismo do usuário, ainda que sabidamente possa resultar em morte.
Ele acrescenta que a necessidade ou não do uso desses medicamentos depende da avaliação do profissional habilitado. "Infelizmente essas drogas anabolizantes continuam sendo vendidas ilegalmente no País e sem que exista o devido controle e punição", disse.
Assumção recorda ainda que muitas pessoas produzem anabolizantes caseiros ou misturam fórmulas para animais para uso como coadjuvantes anabólicos e colocam esses produtos à venda em diversas localidades, até mesmo na internet, sem qualquer controle sanitário.
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
Fonte:Agência Câmara - Saulo Cruz
Pelo texto, passa-se a considerar, como drogas, os esteróides androgênicos ou peptídeos anabólicos - conhecidos como anabolizantes hormonais - que causem dependência humana.
O projeto prevê também que receberá as mesmas penas previstas para traficantes, fabricantes e vendedores de drogas ilícitas o agente que promover a venda, oferecer, entregar ou fornecer a consumo, ainda que gratuitamente, medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes, sem a devida apresentação e retenção da cópia da prescrição emitida por médico ou dentista devidamente registrados nos respectivos conselhos profissionais.
Mercado da beleza
O autor afirma que, com o crescimento do "mercado da beleza" cada vez mais exibicionista e exigente para os padrões sociais, nasce a necessidade de ter um corpo aparentemente sadio e musculoso, o que impulsiona a procura por subterfúgios para o alcance rápido e sem esforço desse chamado padrão de beleza.
"Neste anseio, jovens, adultos e até idosos utilizam mecanismos rápidos para obtenção de um corpo esbelto e musculoso, como é o caso dos medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes", explica.
O deputado lembra que, atualmente, a venda desses esteróides ainda é feita às escuras, e até mesmo um menor de idade consegue obtê-las sem qualquer prescrição médica.
Na opinião do parlamentar, o resultado disso são os inúmeros casos de intervenções médicas pelo uso indevido ou excessivo de anabolizantes, além de altos índices de morte ocasionados pelo uso indiscriminado desses medicamentos.
Testoterona
"Os esteroides anabólicos, ou anabolizantes, são drogas relacionadas ao hormônio masculino testosterona que destinam-se, especialmente, a repor a falta de hormônio masculino ou de musculatura corpórea, melhorando, momentaneamente, enquanto perdurar o uso e seus efeitos, a ´performance´ dos usuários em atividades físicas", argumenta.
O parlamentar lembra que essas drogas causam dependência psicológica. O usuário não consegue mais ficar sem o seu uso contínuo. O corpo escultural passa a fazer parte da dependência psicológica, mesmo que a custo de um elevado preço, pago pelo organismo do usuário, ainda que sabidamente possa resultar em morte.
Ele acrescenta que a necessidade ou não do uso desses medicamentos depende da avaliação do profissional habilitado. "Infelizmente essas drogas anabolizantes continuam sendo vendidas ilegalmente no País e sem que exista o devido controle e punição", disse.
Assumção recorda ainda que muitas pessoas produzem anabolizantes caseiros ou misturam fórmulas para animais para uso como coadjuvantes anabólicos e colocam esses produtos à venda em diversas localidades, até mesmo na internet, sem qualquer controle sanitário.
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
Fonte:Agência Câmara - Saulo Cruz
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Variação genética exerce a maior influência sobre uso de álcool e maconha
Estudo analisou 5,4 mil pessoas e seus padrões de consumo.
Marijuana e bebida são as drogas mais usadas pelos jovens.
Avaliação americana indica que 8% a 12% dos usuários de maconha podem ser considerados dependentes.
Cientistas comprovaram uma causa genética para o alcoolismo e o uso de maconha. A descoberta está em estudo publicado on-line em uma revista especializada na pesquisa do alcoolismo.
Mais de 2.700 pares de gêmeos com 20 a 30 anos de idade foram entrevistados.
No caso do alcoolismo e uso de maconha, os pesquisadores puderam avaliar que cerca de 60% do padrão de abuso dessas substância estaria vinculado a variações genéticas.
A marijuana e o álcool já são as drogas mais comumente usadas pelos jovens em todo o mundo. Segundo os Institutos de Saúde dos EUA, de 8% a 12% dos usuários de maconha podem ser considerados como dependentes.
Luis Fernando Correia Especial para o G1 - Ciência e Saúde - Globo.com
Marijuana e bebida são as drogas mais usadas pelos jovens.
Avaliação americana indica que 8% a 12% dos usuários de maconha podem ser considerados dependentes.
Cientistas comprovaram uma causa genética para o alcoolismo e o uso de maconha. A descoberta está em estudo publicado on-line em uma revista especializada na pesquisa do alcoolismo.
Mais de 2.700 pares de gêmeos com 20 a 30 anos de idade foram entrevistados.
No caso do alcoolismo e uso de maconha, os pesquisadores puderam avaliar que cerca de 60% do padrão de abuso dessas substância estaria vinculado a variações genéticas.
A marijuana e o álcool já são as drogas mais comumente usadas pelos jovens em todo o mundo. Segundo os Institutos de Saúde dos EUA, de 8% a 12% dos usuários de maconha podem ser considerados como dependentes.
Luis Fernando Correia Especial para o G1 - Ciência e Saúde - Globo.com
Curitiba é a cidade com maior incidência de uso de álcool, cigarro e drogas ilícitas entre estudantes
O jovem brasileiro está tendo acesso a cigarro, bebida alcoólica e drogas ilícitas ainda em idade escolar. É o que mostra a Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar realizada com 618,5 mil estudantes do 9º ano do ensino fundamental de escolas particulares e públicas de todas as capitais do País e no Distrito Federal. O estudo revela que os curitibanos são os que mais apresentaram incidência de uso (pelo menos uma vez na vida) destas substâncias de todas as capitais do Brasil.
Álcool é a droga lícita que os jovens mais consomem em todo o País: 71,4% dos entrevistados dizem ter experimentado bebidas alcoólicas. Curitiba registrou maior índice com 80,7% e Macapá, o menor com 55,1%.
A maior frequência ocorreu com entrevistados do sexo feminino (73,1%). Os homens corresponderam a 69,5%. Entre os alunos das escolas privadas, 75,7% provaram bebidas alcoólicas contra 70,3% dos alunos de escola pública.
Os estudantes tiveram mais contato com álcool em festas (36,6%). Outras formas foram compra em mercado, loja, supermercado ou bar (19,3%), com amigos (15,8%) e em casa (12,6%).
A proporção de alunos que já haviam se embriagado foi de 22,1% . Fortaleza foi a capital com o menor porcentual de episódios de embriaguez (15,7%) e Curitiba teve a maior incidência (30,0%).
“A pesquisa demonstra que há de fato uma indução precoce ao consumo abusivo de álcool por conta da publicidade”, explica o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmando que é a favor da regulamentação dos anúncios de bebida alcoolica. Ele lembra ainda que na França esses comerciais são proibidos.
Curitiba é a capital brasileira em que mais jovens já experimentaram cigarro pelo menos uma vez na vida (35%). De acordo com o estudo, 24,2% dos estudantes brasileiros já experimentaram cigarro, sendo que os que freqüentam escolas públicas são os que mais tiveram contato (25,7% contra 18,3% das particulares). Não houve diferença significativa entre sexo.
O estudo mostrou ainda que 31% dos jovens tinham ao menos um responsável fumante. Em Porto Alegre, o índice foi de 39,8% e em Salvador, 22,6%.
Questionados sobre qual seria a reação de sua família se soubesse que eles estavam fumando cigarro, 95,5% dos escolares declararam que sua família se importaria muito. Apenas 1,3 % respondeu que os pais não se incomodariam.
Curitiba foi também a cidade em que mais jovens declararam ter experimentado algum tipo de droga ilícita. 13,2% dos entrevistados da capital do Paraná já usaram alguma droga, como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy.
O menor porcentual foi registrado em Macapá (5,3%). Os homens foram mais frequentes no uso de drogas ilícitas (10,6%) que as mulheres (6,9%).
“Nesta semana nós lançamos uma campanha em relação ao crack. Essa é uma droga muito perigosa, barata e que está penetrando na classe média. O crack cria uma dependência rápida e tem efeitos dramáticos na mente e no corpo das pessoas que a usam”, completando que mais R$ 200 milhões já foram investidos em programas de prevenção e tratamento para os usuários de drogas lícitas e ilícitas.
Álcool é a droga lícita que os jovens mais consomem em todo o País: 71,4% dos entrevistados dizem ter experimentado bebidas alcoólicas. Curitiba registrou maior índice com 80,7% e Macapá, o menor com 55,1%.
A maior frequência ocorreu com entrevistados do sexo feminino (73,1%). Os homens corresponderam a 69,5%. Entre os alunos das escolas privadas, 75,7% provaram bebidas alcoólicas contra 70,3% dos alunos de escola pública.
Os estudantes tiveram mais contato com álcool em festas (36,6%). Outras formas foram compra em mercado, loja, supermercado ou bar (19,3%), com amigos (15,8%) e em casa (12,6%).
A proporção de alunos que já haviam se embriagado foi de 22,1% . Fortaleza foi a capital com o menor porcentual de episódios de embriaguez (15,7%) e Curitiba teve a maior incidência (30,0%).
“A pesquisa demonstra que há de fato uma indução precoce ao consumo abusivo de álcool por conta da publicidade”, explica o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmando que é a favor da regulamentação dos anúncios de bebida alcoolica. Ele lembra ainda que na França esses comerciais são proibidos.
Curitiba é a capital brasileira em que mais jovens já experimentaram cigarro pelo menos uma vez na vida (35%). De acordo com o estudo, 24,2% dos estudantes brasileiros já experimentaram cigarro, sendo que os que freqüentam escolas públicas são os que mais tiveram contato (25,7% contra 18,3% das particulares). Não houve diferença significativa entre sexo.
O estudo mostrou ainda que 31% dos jovens tinham ao menos um responsável fumante. Em Porto Alegre, o índice foi de 39,8% e em Salvador, 22,6%.
Questionados sobre qual seria a reação de sua família se soubesse que eles estavam fumando cigarro, 95,5% dos escolares declararam que sua família se importaria muito. Apenas 1,3 % respondeu que os pais não se incomodariam.
Curitiba foi também a cidade em que mais jovens declararam ter experimentado algum tipo de droga ilícita. 13,2% dos entrevistados da capital do Paraná já usaram alguma droga, como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy.
O menor porcentual foi registrado em Macapá (5,3%). Os homens foram mais frequentes no uso de drogas ilícitas (10,6%) que as mulheres (6,9%).
“Nesta semana nós lançamos uma campanha em relação ao crack. Essa é uma droga muito perigosa, barata e que está penetrando na classe média. O crack cria uma dependência rápida e tem efeitos dramáticos na mente e no corpo das pessoas que a usam”, completando que mais R$ 200 milhões já foram investidos em programas de prevenção e tratamento para os usuários de drogas lícitas e ilícitas.
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