sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Apreensão de drogas sintéticas aumenta 515% em um ano

Em 2012, foram 2.063 Unidades recuperadas pela Polícia Civil; Um ano depois, foram 12,7 mil Super Notícia - Bernardo Miranda “Dá uma sensação enorme de felicidade”. Esse é o argumento de Manoela*, 17, que experimentou ecstasy e LSD pela primeira vez aos 16 anos, em uma boate da região Centro-Sul de Belo Horizonte e não parou mais. A história da adolescente é cada vez mais comum entre os jovens belo-horizontinos, principalmente aqueles das classes média e alta. No período de um ano, a apreensão de drogas sintéticas na região metropolitana aumentou 515%. A longa duração do efeito, o custo e a facilidade de usar a droga sem levantar suspeita são os principais motivos para o aumento do consumo. Entre maio de 2011 e abril de 2012, foram 2.063 unidades apreendidas na região metropolitana pela Polícia Civil, enquanto no mesmo período entre 2012 e 2013, esse número passou para 12.700. Os policiais explicam que a venda disseminada entre “amigos”, sem concentração de grandes quantidades do produtos em “bocas de fumo” em favelas, como acontece com o crack, por exemplo, dificulta a fiscalização. É o caso de Manoela. Ela estuda em uma escola particular da região Centro-Sul da capital e conta que vários amigos usam a droga e são os próprios colegas os fornecedores. “Qualquer balada tem um conhecido que vende”, garante a garota. O delegado chefe da Delegacia Especializada de Repressão Antidrogas da Polícia Civil de Minas Gerais, Márcio Lobato, explica que o tráfico entre amigos é muito disseminado. “Eles começam como usuários e em pouco tempo estão traficando. Porém, eles não têm noção da gravidade do que estão fazendo. Só quando são pegos e presos por tráfico é que a ficha cai”, explica. João*, 34, começou como usuário e traficou ecstasy até ficar preso por um ano e meio. “Só quando fui detido, em uma operação da Polícia Federal que percebi a gravidade do que estava fazendo, tanto nos danos que eu causava quanto nas leis que eu quebrava. Antes de ser preso, eu me achava muito diferente daquele traficante que vendia crack na boca de fumo”, conta o ex-presidiário. Ele alega que sempre teve amigos ricos e começou a vender para acompanhar o estilo de vida deles. Custo. O preço de uma unidade de ecstasy ou LSD varia entre R$ 40 e R$100, mas o efeito pode durar até 15 horas, outros dois atrativos para os jovens. Um usuário da capital conta que vale a pena pagar pela droga, “Sai mais barato usar (droga) que passar a noite bebendo em uma boate de Belo Horizonte, onde as bebidas são mais caras”, diz. * Nomes fictícios Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas

O álcool na adolescência

Gazeta de Alagoas O mundo vai caminhando e por influência da mídia, das revistas, os jovens vão querendo se auto afirmar. E também por serem características próprias da idade. O cigarro e o álcool, apesar de todos os seus efeitos negativos, sempre foram usados como símbolo do machismo, de conquistas. As bebidas alcoólicas produzem no jovem dois efeitos, variáveis de acordo com a quantidade ingerida e as características pessoais: estimulante e depressor. Logo após a ingestão, causa euforias, desinibição, facilidade para falar, sensação de poder. Depois com a ingestão de mais álcool, manifesta-se o segundo efeito: falta de coordenação motora, descontrole, violência, sono, podendo até chegar ao estado de coma. Daí o volumoso número de acidentes de motos e carros nos fins de semana, causando mortes em muitas famílias. Os hospitais estão cheios de fraturados e sofredores que saíram dos seus limites, transformando suas vidas em um verdadeiro inferno e a de muita gente. O alcoolismo atinge, atualmente, de 5% a 10% da população brasileira adulta. Mas os índices de consumo mais preocupantes estão ligados ao público jovem. Os jovens brasileiros estão começando a beber cada vez mais cedo: abaixo dos 14 anos. Uma pesquisa recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apostou que 5 de jovens entre 14 e 17 anos bebem uma vez por semana, consumindo cinco ou mais doses por vez; 24% bebem pelo menos uma vez por mês e 13% dos adolescentes brasileiros possuem um padrão intenso de consumo antes dos 18 anos. Os bares nos fins de semana de todas as cidades brasileiras estão sempre cheios de jovens adolescentes. O jovem que começa muitas vezes com um ‘cervejinha’ com os amigos, sem se aperceber, daqui a pouco está sendo objeto de uma dependência que irá preocupar. A adolescência é a antessala do amadurecimento, é o verdadeiro prefácio do livro da vida. É a fase de irreverência e do protesto. Cabe aos pais vigiá-los, orientá-los através do diálogo para que não se percam. Assim, está na hora da família olhar esse problema. de frente. O dia a dia está banalizado e tudo gera violência. A naturalidade com que muitos pais olham seu filho bebendo sem controle e acham graça, permite que ele assim o faça tendo o aval dos pais. O Brasil de hoje está difícil de ser corrigido. Temos que ter uma geração com um sentido de vida, de ética, de sensibilidade para que possamos viver no futuro com paz e progresso. Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Álcool e crack correspondem a 80% das internações de adolescentes

Diário do Vale Responsáveis por programas de acompanhamento de adolescentes dependentes químicos de Volta Redonda afirmam que o consumo de álcool e crack correspondem hoje a 80% dos casos de internação no município. Responsável pela coordenação do Gaia (Grupo de Atendimento Integral do Adolescente), Roberto Carlos da Silva, afirmou ainda que o desejo dos adolescentes e até das crianças em experimentar substâncias químicas está sendo despertado cada vez mais cedo. - Nos últimos dois anos, muitos adolescentes passaram a consumir todos os tipos de drogas e aumentaram a incidência de internações na unidade que, de 56 casos aumentou para 72 - disse Roberto, acrescentando que o álcool, que normalmente começa a ser consumido no âmbito familiar vem em primeiro lugar, com 40 internações, seguido do crack, com 32 internações. Ainda de acordo com Roberto, o vício em álcool pode ser classificado como um reflexo do espelho familiar, visto que muitos adolescentes no momento da internação sempre confessam que começaram a beber seguindo o exemplo de pais e responsáveis. - A maioria dos casos de internações em decorrência do álcool vem de históricos onde o consumo teve início dentro de casa, com a autorização dos responsáveis. Involuntariamente nas festas de família ou nos fins de semana, eles oferecem e incentivam o primeiro ´gole` da bebida. Hoje temos registros em que adolescentes experimentaram bebidas alcoólicas pela primeira vez aos dez anos - revelou. O coordenador reforçou que para combater os crescentes números de casos de drogas licitas e, principalmente, ilícitas, os métodos de atendimento de adolescentes foram divididos em dois sistemas. - A dependência química é uma doença, que deve ser tratada com extremo cuidado e para que o tratamento aconteça da maneira correta estamos trabalhando com o antigo sistema do atendimento de convivência dia, de 8 às 17 horas, onde os jovens podem voltar diariamente para suas casas. Também trabalhamos com o sistema de internação por um período de três meses. Este método só é aplicado em casos extremos - informou, explicando que o local possui espaço para 20 internações, sendo que atualmente dez adolescentes estão internados. Programa ´Consultório de Rua` Em funcionamento há cerca de quatro meses, a Coordenadoria Municipal de Prevenção às Drogas vem realizando um estudo para definir a situação do consumo de drogas na cidade. De acordo com a coordenadora do órgão, Neuza Jordão, desde que o setor foi criado estão sendo realizadas constantes reuniões com todos os segmentos da sociedade - entre eles, todos os órgãos de segurança. - Através de nossas reuniões e da discussão de ideias, estamos criando ferramentas para que o combate ao consumo de drogas lícitas, em especial o crack, que apresentou um aumento de 30% no último trimestre, diminua e tenha um tratamento de impacto em nossa cidade- ressaltou. Sobre as ações preventivas de combate, a coordenadora destacou o programa "Consultório de Rua", ação que consiste em criar uma abordagem direta para todos os usuários de drogas. Em especial os que estão em situação de rua. - Em todas as internações compulsórias, o indivíduo é tratado como se ele fosse um todo, quando na realidade a verdadeira intenção do tratamento, deveria ser ao contrario e ele ser tratado como uma pessoa única. Esta é a visão de tratamento, que será utilizada em nosso programa no momento em que ele for implantado - destacou. Neuza enfatizou ainda que os trabalhos vão depender do resultado de parcerias estratégicas, que já estão sendo desenvolvidas com conselhos, ONGs e toda a comunidade. - Para que nosso trabalho renda frutos e tenha a visibilidade necessária, estamos desenvolvendo cursos, congressos e seminários. O combate à dependência química é uma área de atualização constante - informou. Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

Jovens mais inteligentes têm mais chances de usar drogas. Por quê?

Pesquisa revela que jovens com Q.I. mais alto têm maior probabilidade de fazer uso de substâncias ilícitas - entenda Galileu - por Ana Freitas Cientistas de três universidades no Reino Unido publicaram uma pesquisa que mostra a relação entre crianças inteligentes e o uso de drogas no futuro. O mais curioso: de acordo com eles, quanto maior o Q.I., maior a chance de que a pessoa acabe experimentando alguma droga. Outra pesquisa, indicando a mesma relação, já foi publicada em 2011. Para chegar a essa conclusão, eles usaram dados de 1958 de um estudo nacional sobre o desenvolvimento de crianças nos EUA e aí entrevistaram mais de 17 mil pessoas, então adultos, comparando o uso de drogas e o Q.I. registrado na ocasião. O resultado: crianças com o Q.I. mais alto tiveram maior incidência de uso de drogas anos mais tarde. Levando em conta os dois estudos, cientistas têm hipóteses diferentes para os motivos que levam crianças e jovens mais inteligentes ao uso de drogas. Veja algumas delas: 1. James White, um dos cientistas do estudo publicado em 2011, acredita que jovens mais inteligentes tomem suas decisões mais baseadas em evidências e fatos. Como são escassos os estudos que provem a existência de efeitos nocivos devido ao uso ocasional de drogas, eles se sentem confortáveis para usá-las. Numa entrevista para a revista TIME, James White usa a maconha como exemplo para essa tese. 2. O psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa diz que crianças e jovens mais inteligentes têm mais chances de usar drogas porque, para ele, o cérebro tem dificuldade de lidar com situações que não existiam na vivência ancestral do ser humano e ele acredita que pessoas inteligentes estariam mais propensas a superar ambientes diferentes justamente pela capacidade de interagir com coisas novas. Ele baseia essa crença no Princípio da Savana, que acreditar que nosso cérebro só se sente confortável em situações análogas às vividas pelos nossos ancestrais na Savana. 3. A outra hipótese é que crianças e jovens mais inteligentes acabam sofrendo mais com o isolamento social e ficam entediados mais facilmente. Isso os leva às drogas. Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas