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sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Álcool e crack correspondem a 80% das internações de adolescentes
Diário do Vale
Responsáveis por programas de acompanhamento de adolescentes dependentes químicos de Volta Redonda afirmam que o consumo de álcool e crack correspondem hoje a 80% dos casos de internação no município. Responsável pela coordenação do Gaia (Grupo de Atendimento Integral do Adolescente), Roberto Carlos da Silva, afirmou ainda que o desejo dos adolescentes e até das crianças em experimentar substâncias químicas está sendo despertado cada vez mais cedo.
- Nos últimos dois anos, muitos adolescentes passaram a consumir todos os tipos de drogas e aumentaram a incidência de internações na unidade que, de 56 casos aumentou para 72 - disse Roberto, acrescentando que o álcool, que normalmente começa a ser consumido no âmbito familiar vem em primeiro lugar, com 40 internações, seguido do crack, com 32 internações.
Ainda de acordo com Roberto, o vício em álcool pode ser classificado como um reflexo do espelho familiar, visto que muitos adolescentes no momento da internação sempre confessam que começaram a beber seguindo o exemplo de pais e responsáveis.
- A maioria dos casos de internações em decorrência do álcool vem de históricos onde o consumo teve início dentro de casa, com a autorização dos responsáveis. Involuntariamente nas festas de família ou nos fins de semana, eles oferecem e incentivam o primeiro ´gole` da bebida. Hoje temos registros em que adolescentes experimentaram bebidas alcoólicas pela primeira vez aos dez anos - revelou.
O coordenador reforçou que para combater os crescentes números de casos de drogas licitas e, principalmente, ilícitas, os métodos de atendimento de adolescentes foram divididos em dois sistemas.
- A dependência química é uma doença, que deve ser tratada com extremo cuidado e para que o tratamento aconteça da maneira correta estamos trabalhando com o antigo sistema do atendimento de convivência dia, de 8 às 17 horas, onde os jovens podem voltar diariamente para suas casas. Também trabalhamos com o sistema de internação por um período de três meses. Este método só é aplicado em casos extremos - informou, explicando que o local possui espaço para 20 internações, sendo que atualmente dez adolescentes estão internados.
Programa ´Consultório de Rua`
Em funcionamento há cerca de quatro meses, a Coordenadoria Municipal de Prevenção às Drogas vem realizando um estudo para definir a situação do consumo de drogas na cidade. De acordo com a coordenadora do órgão, Neuza Jordão, desde que o setor foi criado estão sendo realizadas constantes reuniões com todos os segmentos da sociedade - entre eles, todos os órgãos de segurança.
- Através de nossas reuniões e da discussão de ideias, estamos criando ferramentas para que o combate ao consumo de drogas lícitas, em especial o crack, que apresentou um aumento de 30% no último trimestre, diminua e tenha um tratamento de impacto em nossa cidade- ressaltou.
Sobre as ações preventivas de combate, a coordenadora destacou o programa "Consultório de Rua", ação que consiste em criar uma abordagem direta para todos os usuários de drogas. Em especial os que estão em situação de rua.
- Em todas as internações compulsórias, o indivíduo é tratado como se ele fosse um todo, quando na realidade a verdadeira intenção do tratamento, deveria ser ao contrario e ele ser tratado como uma pessoa única. Esta é a visão de tratamento, que será utilizada em nosso programa no momento em que ele for implantado - destacou.
Neuza enfatizou ainda que os trabalhos vão depender do resultado de parcerias estratégicas, que já estão sendo desenvolvidas com conselhos, ONGs e toda a comunidade.
- Para que nosso trabalho renda frutos e tenha a visibilidade necessária, estamos desenvolvendo cursos, congressos e seminários. O combate à dependência química é uma área de atualização constante - informou.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Jovens mais inteligentes têm mais chances de usar drogas. Por quê?
Pesquisa revela que jovens com Q.I. mais alto têm maior probabilidade de fazer uso de substâncias ilícitas - entenda
Galileu - por Ana Freitas
Cientistas de três universidades no Reino Unido publicaram uma pesquisa que mostra a relação entre crianças inteligentes e o uso de drogas no futuro. O mais curioso: de acordo com eles, quanto maior o Q.I., maior a chance de que a pessoa acabe experimentando alguma droga. Outra pesquisa, indicando a mesma relação, já foi publicada em 2011.
Para chegar a essa conclusão, eles usaram dados de 1958 de um estudo nacional sobre o desenvolvimento de crianças nos EUA e aí entrevistaram mais de 17 mil pessoas, então adultos, comparando o uso de drogas e o Q.I. registrado na ocasião. O resultado: crianças com o Q.I. mais alto tiveram maior incidência de uso de drogas anos mais tarde.
Levando em conta os dois estudos, cientistas têm hipóteses diferentes para os motivos que levam crianças e jovens mais inteligentes ao uso de drogas. Veja algumas delas:
1. James White, um dos cientistas do estudo publicado em 2011, acredita que jovens mais inteligentes tomem suas decisões mais baseadas em evidências e fatos. Como são escassos os estudos que provem a existência de efeitos nocivos devido ao uso ocasional de drogas, eles se sentem confortáveis para usá-las. Numa entrevista para a revista TIME, James White usa a maconha como exemplo para essa tese.
2. O psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa diz que crianças e jovens mais inteligentes têm mais chances de usar drogas porque, para ele, o cérebro tem dificuldade de lidar com situações que não existiam na vivência ancestral do ser humano e ele acredita que pessoas inteligentes estariam mais propensas a superar ambientes diferentes justamente pela capacidade de interagir com coisas novas. Ele baseia essa crença no Princípio da Savana, que acreditar que nosso cérebro só se sente confortável em situações análogas às vividas pelos nossos ancestrais na Savana.
3. A outra hipótese é que crianças e jovens mais inteligentes acabam sofrendo mais com o isolamento social e ficam entediados mais facilmente. Isso os leva às drogas.
Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas
Estudo mostra que cocaína muda estrutura do cérebro em duas horas
Uma pesquisa feita por cientistas nos Estados Unidos revelou que consumir cocaína pode mudar a estrutura do cérebro em poucas horas. Os estudiosos da Universidade da Califórnia fizeram experimentos com camundongos, que receberam injeções com a droga.
Eles constataram que, apenas duas horas após receber a primeira dose, as cobaias já haviam desenvolvido no cérebro novas estruturas que são ligadas à memória, ao uso de drogas e a mudanças de comportamento.
Os camundongos que tiveram as maiores alterações no cérebro revelaram ter uma dependência mais elevada de cocaína, mostrando que, segundo especialistas, o cérebro deles estava "aprendendo a ser dependente químico".
Caçador de cocaína
Os cientistas investigaram nas cobaias o surgimento de pequenas estruturas nas células do cérebro chamadas espinhas dendríticas, que têm relação profunda com a formação das memórias.
Um microscópio a laser foi usado para olhar dentro do cérebro dos camundongos, ainda vivos, para procurar por espinhas dendríticas após eles receberem doses de cocaína. A mesma análise foi feita em camundongos que, em vez de injeções com cocaína, receberam injeções com água. O grupo que recebeu cocaína apresentou uma maior formação de espinhas dendríticas, o que indica que mais memórias, relacionadas ao uso da droga, foram formadas.
A pesquisadora Linda Wilbrecht, professora assistente de psicologia e neurociência da Universidade da Califórnia na cidade de Berkeley, disse: "Nossas imagens fornecem sinais claros de que a cocaína induz ganhos rápidos de novas espinhas, e quanto mais espinhas os camundongos ganham, mais eles mostram que "aprenderam" sobre a droga".
"Isso nos mostra um possível mecanismo ligando o consumo de drogas à busca por mais drogas. Essas mudanças provocadas pela droga no cérebro podem explicar como sinais relacionados à droga dominam o processo de tomada de decisões em um usuário humano", explicou a pesquisadora.
O pesquisador Gerome Breen, do Instituto de Psiquiatria do Kings College de Londres, ressaltou que "o desenvolvimento da espinhas dendríticas é particularmente importante no aprendizado e na memória". "Este estudo nos dá um entendimento sólido de como a dependência ocorre - ele mostra como a dependência é aprendida pelo cérebro", finalizou.
Autor:
OBID Fonte: BBC BRASIL
Drogas x esporte: a maconha causa picos de pressão e riscos cardíacos
Globo Esporte
Análises estatísticas mostram que o risco de infarto agudo do miocárdio aumenta 4,8 vezes nos primeiros 60 minutos após o uso de maconha
Em meio ao alvoroço provocado pelo tema cerveja e coração, alguns comentários recebidos questionavam o consumo das drogas ilícitas, em especial a maconha e a cocaína. Neste artigo falarei da maconha e no próximo da cocaína.
Primeiramente me surpreende a postura de alguns políticos em não considerar a maconha como perigosa para a saúde.
Só posso pensar que são movidos por ignorância cientifica!
Quanto ao aspecto policial-econômico não iremos abordá-lo neste artigo.
Segundo a medicina, essas drogas são alucinógenas, causam dependência e graves sequelas aos seus usuários. Os aspectos ditos "medicinais" atualmente são bem delimitados, apenas para certas doenças graves, incapacitantes e incuráveis, onde seus efeitos psiquiátricos, entre outros, servem para “anestesiar o sofrimento”. Não é um produto medicinal de uso generalizado, até onde chegaram as inúmeras pesquisas sérias.
Os efeitos cardiovasculares são bem descritos na literatura médica e um artigo de forte impacto científico nos chama a atenção: “Infarto do Miocárdio desencadeado pela maconha” (Triggering Myocardial Infarction by Marijuana) do respeitado autor Mittleman MA, e colaboradores, na revista de maior importância na cardiologia mundial (Circulation - Vol: 103 - Págs: 2805-2809; 2001).
O princípio ativo da maconha é o THC, que fica depositado nas células gordurosas do corpo. Seus efeitos duradouros aumentam com o incremento das doses, e os principais sintomas são:
1) Taquicardia paroxística em repouso, ou seja, importante elevação da frequência cardíaca (pulsação) que pode atingir o dobro da habitual em repouso. E não estou falando em “overdose”.
2) Extrassístoles ventriculares e supraventriculares são muito frequentes e surgem em geral, após aproximadamente 20 minutos do inicio de seu consumo.
3) Súbita e importante elevação da pressão arterial (alcança rapidamente 200 x 110 mm Hg) na posição deitada, queda da pressão se ficar de pé, provocando o que chamamos de síncope cardiogênica.
4) Aumento da absorção de monóxido de carbono, que provoca dificuldades respiratórias graves e redução do transporte de oxigênio para o coração.
5) Prejudica a atividade física de modo irreparável por alguns dias, tanto na resistência como na técnica da modalidade esportiva, até no simples caminhar.
Com base nas análises estatísticas observou-se um risco de infarto agudo do miocárdio 4,8 vezes maior nos primeiros 60 minutos após o uso da maconha comparando com os períodos de não uso. Ainda outros estudos, encontraram lesões de fibrose no miocárdio pela ressonância magnética do coração, os temidos focos de arritmias cardíacas complexas e graves, complicações diferentes do infarto do miocárdio.
Todos os efeitos se repetem, em grau ainda m ais avançado, em usuários do Skank, espécie de maconha com altíssimo teor de THC.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
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