Na semana passada, um estudo do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, ligado à Unifesp, publicado na Folha, mostrou que um terço dos jovens das escolas particulares da cidade de São Paulo tomou um porre no mês anterior à pesquisa.
O resultado não chega a ser uma novidade, já que trabalhos anteriores mostraram dados semelhantes, mas indica, mais uma vez, a dificuldade do jovem em achar seu limite quando o assunto é o álcool.
Beber em excesso não acontece só em escolas particulares. Nas públicas, o fenômeno se repete.
A bebida é democrática. Quem tem dinheiro compra a mais cara, quem não tem se vira com o que consegue.
Bebe-se muito, e cedo. Quem você acha que tem mais dificuldade em controlar o quanto bebe: o adolescente ou o jovem mais maduro? Na média, quanto mais novo, maior a dificuldade de controle. Pressão e aceitação do grupo, autoestima e necessidade de afirmação ajudam a explicar o que acontece.
Mas quem é o responsável? Só o jovem mesmo?
Será que trabalhos de prevenção e de responsabilidade nas escolas resolveriam a questão? Pode ajudar, mas o processo é mais amplo!
Bebida no Brasil, acreditem, é barata. Em outros países há mais taxas sobre esse produto. Nas casas, bebe-se por qualquer razão: relaxar, confraternizar, afogar as mágoas, festejar. O que não faltam são motivos! Desde cedo a criança vê os pais bebendo e é convidada a participar da festa!
A TV tem uma enxurrada de propagandas: cervejas e bebidas "ice" já aparecem à tarde. Em tempos de Copa do Mundo, tente contar quantas vezes as bebidas vão aparecer na telinha.
Pode apostar, bem mais do que os gols que serão marcados pela nossa seleção. Para completar, comprar bebida não é complicado para os menores. De quem é a "culpa" mesmo?
Autor: Jairo Bouer - Folha de São Paulo
Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas
PALESTRAS, ASSESSORIA, ACONSELHAMENTO TERAPÊUTICO, ATENDIMENTO FAMILIAR,PREVENÇÃO À RECAÍDA E REINSERÇÃO SOCIAL
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Beber é fácil, mas a culpa é de quem?
49% dos universitários brasileiros já usaram drogas ilícitas, diz estudo 80% dos alunos de universidades menores de 18 já consumiram álcool.
Levantamento ouviu 18 mil jovens nas 27 capitais brasileiras
G1/GLOBO.COM
Quase metade (49%) dos universitários brasileiros já experimentou algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez na vida, segundo relatório do governo federal sobre o consumo de drogas, álcool e tabaco entre alunos de universidades brasileiras, divulgado nesta quarta-feira (23). O estudo também revela que, entre os jovens menores de 18 anos, 80% já consumiram bebidas alcoólicas.
O levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ouviu 18 mil jovens matriculados no ano letivo de 2009 em 100 instituições de Ensino Superior, nas 27 capitais do país.
A pesquisa também revela que 86% dos universitários já consumiram álcool em algum momento da vida e 47% já utilizaram produtos derivados de tabaco. 36% já consumiram bebida em excesso (cinco doses ou mais dentro de duas horas para homens e quatro doses ou mais no mesmo período para mulheres) no último ano e 25% nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Além disso, 22% dos alunos de universidades estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha.
Nos últimos doze meses, 40% dos universitários usaram duas ou mais drogas – 43% confessaram o uso múltiplo e simultâneo de drogas em algum momento da vida. O motivo para 47,8% é “porque gostavam”.
O levantamento traz também dados sobre o consumo de álcool na direção de veículos: 18% dos universitários já dirigiram sob efeito de bebidas alcoólicas e 27% já estiveram em um carro com um motorista embriagado.
O consumo de álcool é mais comum entre os estudantes de universidades do que entre a população em geral, segundo o estudo. O uso de drogas ilícitas é mais comum entre alunos com mais de 35 anos, das regiões Sul e Sudeste, de instituições privadas, da área de Humanas e do período noturno.
A pesquisa também mostrou que 9% dos universitários não costumam usar métodos anticoncepcionais, mas 41% deles já fizeram teste de detecção do vírus HIV – 3% afirmaram que já forçaram ou foram forçados a fazer sexo e 8% que já fizeram ou induziram aborto.
G1/GLOBO.COM
Quase metade (49%) dos universitários brasileiros já experimentou algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez na vida, segundo relatório do governo federal sobre o consumo de drogas, álcool e tabaco entre alunos de universidades brasileiras, divulgado nesta quarta-feira (23). O estudo também revela que, entre os jovens menores de 18 anos, 80% já consumiram bebidas alcoólicas.
O levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ouviu 18 mil jovens matriculados no ano letivo de 2009 em 100 instituições de Ensino Superior, nas 27 capitais do país.
A pesquisa também revela que 86% dos universitários já consumiram álcool em algum momento da vida e 47% já utilizaram produtos derivados de tabaco. 36% já consumiram bebida em excesso (cinco doses ou mais dentro de duas horas para homens e quatro doses ou mais no mesmo período para mulheres) no último ano e 25% nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Além disso, 22% dos alunos de universidades estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha.
Nos últimos doze meses, 40% dos universitários usaram duas ou mais drogas – 43% confessaram o uso múltiplo e simultâneo de drogas em algum momento da vida. O motivo para 47,8% é “porque gostavam”.
O levantamento traz também dados sobre o consumo de álcool na direção de veículos: 18% dos universitários já dirigiram sob efeito de bebidas alcoólicas e 27% já estiveram em um carro com um motorista embriagado.
O consumo de álcool é mais comum entre os estudantes de universidades do que entre a população em geral, segundo o estudo. O uso de drogas ilícitas é mais comum entre alunos com mais de 35 anos, das regiões Sul e Sudeste, de instituições privadas, da área de Humanas e do período noturno.
A pesquisa também mostrou que 9% dos universitários não costumam usar métodos anticoncepcionais, mas 41% deles já fizeram teste de detecção do vírus HIV – 3% afirmaram que já forçaram ou foram forçados a fazer sexo e 8% que já fizeram ou induziram aborto.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Abuso de drogas leva a disfunção sexual
Entre usuários de álcool, cocaína, crack e ecstasy, 47% têm ejaculação precoce, redução de libido e impotência
Alterações vasculares causadas por vícios dificultam a ereção; na população em geral, só 18% têm os problemas
Quase metade dos dependentes de álcool e outras drogas tem alguma disfunção sexual, mostra um estudo conduzido pela unidade de pesquisa em álcool e drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O número encontrado, 47%, é bem maior do que o registrado na população em geral, que é de 18%, segundo o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, que ouviu mais de 7.000 pessoas em 2004.
Os principais problemas levantados pelos autores foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e dor durante a relação sexual (4%).
Quase a metade dos 215 entrevistados, com idade média de 35 anos, usava mais de um tipo de droga.
A ironia é que, em pequenas doses, drogas como o álcool e o cigarro aumentam o desejo sexual e a excitação.
Pesquisas sobre as expectativas dos usuários mostram que 50% dos homens e 40% das mulheres acham que essas substâncias melhoram o desempenho na cama.
Mas, depois, a situação se inverte: o uso frequente e abusivo começa a provocar alterações na função sexual.
"A longo prazo isso traz prejuízos importantes", diz a psiquiatra Camila Magalhães, do Hospital das Clínicas, de São Paulo, que coordena o centro de informações sobre saúde e álcool.
IMPOTÊNCIA
As drogas causam alterações em neurotransmissores, no cérebro, envolvidos no controle da ejaculação.
O álcool e a nicotina causam alterações vasculares que dificultam a ereção.
A cocaína e maconha, se usadas em altas doses, derrubam a libido. Também é esse o efeito de drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.
No caso do álcool, o abuso é definido pelo consumo diário de mais de três doses, para homens, e mais de duas, para mulheres (o padrão de uma dose é uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma medida de destilado).
Mas o uso abusivo em situações esporádicas também é prejudicial, e o consumo de pequenas quantidades pode abrir caminho para excessos.
"No Brasil, há poucos estudos sobre disfunção sexual em dependentes químicos", afirma a psiquiatra Alessandra Diehl, uma das autoras da pesquisa. "Os números encontrados são similares aos relatados em estudos internacionais", diz.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi o comportamento sexual de risco dos entrevistados.
Além de 41% não usarem preservativos nas relações sexuais, a média de parceiras foi de cinco ao ano -na população geral, esse número é 2,96, nos homens.
Essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.
GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO
Alterações vasculares causadas por vícios dificultam a ereção; na população em geral, só 18% têm os problemas
Quase metade dos dependentes de álcool e outras drogas tem alguma disfunção sexual, mostra um estudo conduzido pela unidade de pesquisa em álcool e drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O número encontrado, 47%, é bem maior do que o registrado na população em geral, que é de 18%, segundo o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, que ouviu mais de 7.000 pessoas em 2004.
Os principais problemas levantados pelos autores foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e dor durante a relação sexual (4%).
Quase a metade dos 215 entrevistados, com idade média de 35 anos, usava mais de um tipo de droga.
A ironia é que, em pequenas doses, drogas como o álcool e o cigarro aumentam o desejo sexual e a excitação.
Pesquisas sobre as expectativas dos usuários mostram que 50% dos homens e 40% das mulheres acham que essas substâncias melhoram o desempenho na cama.
Mas, depois, a situação se inverte: o uso frequente e abusivo começa a provocar alterações na função sexual.
"A longo prazo isso traz prejuízos importantes", diz a psiquiatra Camila Magalhães, do Hospital das Clínicas, de São Paulo, que coordena o centro de informações sobre saúde e álcool.
IMPOTÊNCIA
As drogas causam alterações em neurotransmissores, no cérebro, envolvidos no controle da ejaculação.
O álcool e a nicotina causam alterações vasculares que dificultam a ereção.
A cocaína e maconha, se usadas em altas doses, derrubam a libido. Também é esse o efeito de drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.
No caso do álcool, o abuso é definido pelo consumo diário de mais de três doses, para homens, e mais de duas, para mulheres (o padrão de uma dose é uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma medida de destilado).
Mas o uso abusivo em situações esporádicas também é prejudicial, e o consumo de pequenas quantidades pode abrir caminho para excessos.
"No Brasil, há poucos estudos sobre disfunção sexual em dependentes químicos", afirma a psiquiatra Alessandra Diehl, uma das autoras da pesquisa. "Os números encontrados são similares aos relatados em estudos internacionais", diz.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi o comportamento sexual de risco dos entrevistados.
Além de 41% não usarem preservativos nas relações sexuais, a média de parceiras foi de cinco ao ano -na população geral, esse número é 2,96, nos homens.
Essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.
GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO
segunda-feira, 8 de março de 2010
Herança genética e fatores psicológicos podem causar o alcoolismo
Suas causas estão associadas direta ou indiretamente a questões genéticas e a questões psicológicas.
Segundo o psiquiatra Carlos Augusto Galvão, a genética não só transfere o chamado “gene do alcoolismo”, como também outras doenças que podem provocar a dependência. “Por ser um sedativo, o álcool traz conforto psíquico. Pessoas com depressão, pânico e disritmia cerebral podem apresentar predisposição para o consumo da droga”, afirma.
A dificuldade em lidar com alguma questão social específica também pode causar a doença. O especialista explica, “desemprego, separação conjugal e falecimento de ente querido são casos comuns que geram o alcoolismo.”
Os familiares têm um papel importante no controle e melhora da doença, já que o alcoólatra tem muita dificuldade de aceitar o diagnóstico e, muitas vezes, torna-se agressivo. Segundo o psiquiatra os familiares dos dependentes devem ter cautela, pois têm maior predisposição a desenvolverem o alcoolismo. “Há uma maior incidência da doença em parentes diretos de alcoólatras.”, alerta o psiquiatra.
Efeitos colaterais
Segundo dados do Ministério da Saúde, 11% da população brasileira entre 12 e 65 anos apresentam quadro de dependência de bebidas alcoólicas. Galvão conta que o impacto do alcoolismo é tão grande que se calcula que metade da ocupação dos leitos dos hospitais são decorrentes de doenças ocasionadas pelo consumo excessivo do álcool, como cirrose hepática, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, além de acidentes de trânsito.
Para tratar a doença, o especialista ressalta que o acompanhamento médico é essencial. “O momento de parar de beber é muito delicado. A interrupção brusca do consumo da droga pode gerar quadros de ´delirium tremins´ associados a convulsões podem levar à morte. Por isso, um médico deve ser procurado para orientar o dependente e acompanhar o tratamento”, afirma Galvão.
Fonte:Gazeta Web/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Segundo o psiquiatra Carlos Augusto Galvão, a genética não só transfere o chamado “gene do alcoolismo”, como também outras doenças que podem provocar a dependência. “Por ser um sedativo, o álcool traz conforto psíquico. Pessoas com depressão, pânico e disritmia cerebral podem apresentar predisposição para o consumo da droga”, afirma.
A dificuldade em lidar com alguma questão social específica também pode causar a doença. O especialista explica, “desemprego, separação conjugal e falecimento de ente querido são casos comuns que geram o alcoolismo.”
Os familiares têm um papel importante no controle e melhora da doença, já que o alcoólatra tem muita dificuldade de aceitar o diagnóstico e, muitas vezes, torna-se agressivo. Segundo o psiquiatra os familiares dos dependentes devem ter cautela, pois têm maior predisposição a desenvolverem o alcoolismo. “Há uma maior incidência da doença em parentes diretos de alcoólatras.”, alerta o psiquiatra.
Efeitos colaterais
Segundo dados do Ministério da Saúde, 11% da população brasileira entre 12 e 65 anos apresentam quadro de dependência de bebidas alcoólicas. Galvão conta que o impacto do alcoolismo é tão grande que se calcula que metade da ocupação dos leitos dos hospitais são decorrentes de doenças ocasionadas pelo consumo excessivo do álcool, como cirrose hepática, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, além de acidentes de trânsito.
Para tratar a doença, o especialista ressalta que o acompanhamento médico é essencial. “O momento de parar de beber é muito delicado. A interrupção brusca do consumo da droga pode gerar quadros de ´delirium tremins´ associados a convulsões podem levar à morte. Por isso, um médico deve ser procurado para orientar o dependente e acompanhar o tratamento”, afirma Galvão.
Fonte:Gazeta Web/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
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