Levantamento ouviu 18 mil jovens nas 27 capitais brasileiras
G1/GLOBO.COM
Quase metade (49%) dos universitários brasileiros já experimentou algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez na vida, segundo relatório do governo federal sobre o consumo de drogas, álcool e tabaco entre alunos de universidades brasileiras, divulgado nesta quarta-feira (23). O estudo também revela que, entre os jovens menores de 18 anos, 80% já consumiram bebidas alcoólicas.
O levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ouviu 18 mil jovens matriculados no ano letivo de 2009 em 100 instituições de Ensino Superior, nas 27 capitais do país.
A pesquisa também revela que 86% dos universitários já consumiram álcool em algum momento da vida e 47% já utilizaram produtos derivados de tabaco. 36% já consumiram bebida em excesso (cinco doses ou mais dentro de duas horas para homens e quatro doses ou mais no mesmo período para mulheres) no último ano e 25% nos 30 dias anteriores à pesquisa.
Além disso, 22% dos alunos de universidades estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha.
Nos últimos doze meses, 40% dos universitários usaram duas ou mais drogas – 43% confessaram o uso múltiplo e simultâneo de drogas em algum momento da vida. O motivo para 47,8% é “porque gostavam”.
O levantamento traz também dados sobre o consumo de álcool na direção de veículos: 18% dos universitários já dirigiram sob efeito de bebidas alcoólicas e 27% já estiveram em um carro com um motorista embriagado.
O consumo de álcool é mais comum entre os estudantes de universidades do que entre a população em geral, segundo o estudo. O uso de drogas ilícitas é mais comum entre alunos com mais de 35 anos, das regiões Sul e Sudeste, de instituições privadas, da área de Humanas e do período noturno.
A pesquisa também mostrou que 9% dos universitários não costumam usar métodos anticoncepcionais, mas 41% deles já fizeram teste de detecção do vírus HIV – 3% afirmaram que já forçaram ou foram forçados a fazer sexo e 8% que já fizeram ou induziram aborto.
PALESTRAS, ASSESSORIA, ACONSELHAMENTO TERAPÊUTICO, ATENDIMENTO FAMILIAR,PREVENÇÃO À RECAÍDA E REINSERÇÃO SOCIAL
quarta-feira, 23 de junho de 2010
49% dos universitários brasileiros já usaram drogas ilícitas, diz estudo 80% dos alunos de universidades menores de 18 já consumiram álcool.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Abuso de drogas leva a disfunção sexual
Entre usuários de álcool, cocaína, crack e ecstasy, 47% têm ejaculação precoce, redução de libido e impotência
Alterações vasculares causadas por vícios dificultam a ereção; na população em geral, só 18% têm os problemas
Quase metade dos dependentes de álcool e outras drogas tem alguma disfunção sexual, mostra um estudo conduzido pela unidade de pesquisa em álcool e drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O número encontrado, 47%, é bem maior do que o registrado na população em geral, que é de 18%, segundo o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, que ouviu mais de 7.000 pessoas em 2004.
Os principais problemas levantados pelos autores foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e dor durante a relação sexual (4%).
Quase a metade dos 215 entrevistados, com idade média de 35 anos, usava mais de um tipo de droga.
A ironia é que, em pequenas doses, drogas como o álcool e o cigarro aumentam o desejo sexual e a excitação.
Pesquisas sobre as expectativas dos usuários mostram que 50% dos homens e 40% das mulheres acham que essas substâncias melhoram o desempenho na cama.
Mas, depois, a situação se inverte: o uso frequente e abusivo começa a provocar alterações na função sexual.
"A longo prazo isso traz prejuízos importantes", diz a psiquiatra Camila Magalhães, do Hospital das Clínicas, de São Paulo, que coordena o centro de informações sobre saúde e álcool.
IMPOTÊNCIA
As drogas causam alterações em neurotransmissores, no cérebro, envolvidos no controle da ejaculação.
O álcool e a nicotina causam alterações vasculares que dificultam a ereção.
A cocaína e maconha, se usadas em altas doses, derrubam a libido. Também é esse o efeito de drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.
No caso do álcool, o abuso é definido pelo consumo diário de mais de três doses, para homens, e mais de duas, para mulheres (o padrão de uma dose é uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma medida de destilado).
Mas o uso abusivo em situações esporádicas também é prejudicial, e o consumo de pequenas quantidades pode abrir caminho para excessos.
"No Brasil, há poucos estudos sobre disfunção sexual em dependentes químicos", afirma a psiquiatra Alessandra Diehl, uma das autoras da pesquisa. "Os números encontrados são similares aos relatados em estudos internacionais", diz.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi o comportamento sexual de risco dos entrevistados.
Além de 41% não usarem preservativos nas relações sexuais, a média de parceiras foi de cinco ao ano -na população geral, esse número é 2,96, nos homens.
Essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.
GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO
Alterações vasculares causadas por vícios dificultam a ereção; na população em geral, só 18% têm os problemas
Quase metade dos dependentes de álcool e outras drogas tem alguma disfunção sexual, mostra um estudo conduzido pela unidade de pesquisa em álcool e drogas da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
O número encontrado, 47%, é bem maior do que o registrado na população em geral, que é de 18%, segundo o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, que ouviu mais de 7.000 pessoas em 2004.
Os principais problemas levantados pelos autores foram ejaculação precoce (39%), diminuição do desejo sexual (19%), dificuldade de ereção (12%), retardo na ejaculação (8%) e dor durante a relação sexual (4%).
Quase a metade dos 215 entrevistados, com idade média de 35 anos, usava mais de um tipo de droga.
A ironia é que, em pequenas doses, drogas como o álcool e o cigarro aumentam o desejo sexual e a excitação.
Pesquisas sobre as expectativas dos usuários mostram que 50% dos homens e 40% das mulheres acham que essas substâncias melhoram o desempenho na cama.
Mas, depois, a situação se inverte: o uso frequente e abusivo começa a provocar alterações na função sexual.
"A longo prazo isso traz prejuízos importantes", diz a psiquiatra Camila Magalhães, do Hospital das Clínicas, de São Paulo, que coordena o centro de informações sobre saúde e álcool.
IMPOTÊNCIA
As drogas causam alterações em neurotransmissores, no cérebro, envolvidos no controle da ejaculação.
O álcool e a nicotina causam alterações vasculares que dificultam a ereção.
A cocaína e maconha, se usadas em altas doses, derrubam a libido. Também é esse o efeito de drogas sintéticas, como o ecstasy e o LSD.
No caso do álcool, o abuso é definido pelo consumo diário de mais de três doses, para homens, e mais de duas, para mulheres (o padrão de uma dose é uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma medida de destilado).
Mas o uso abusivo em situações esporádicas também é prejudicial, e o consumo de pequenas quantidades pode abrir caminho para excessos.
"No Brasil, há poucos estudos sobre disfunção sexual em dependentes químicos", afirma a psiquiatra Alessandra Diehl, uma das autoras da pesquisa. "Os números encontrados são similares aos relatados em estudos internacionais", diz.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi o comportamento sexual de risco dos entrevistados.
Além de 41% não usarem preservativos nas relações sexuais, a média de parceiras foi de cinco ao ano -na população geral, esse número é 2,96, nos homens.
Essas pessoas ficam mais impulsivas e têm a capacidade de avaliar riscos reduzida.
GABRIELA CUPANI
DE SÃO PAULO
segunda-feira, 8 de março de 2010
Herança genética e fatores psicológicos podem causar o alcoolismo
Suas causas estão associadas direta ou indiretamente a questões genéticas e a questões psicológicas.
Segundo o psiquiatra Carlos Augusto Galvão, a genética não só transfere o chamado “gene do alcoolismo”, como também outras doenças que podem provocar a dependência. “Por ser um sedativo, o álcool traz conforto psíquico. Pessoas com depressão, pânico e disritmia cerebral podem apresentar predisposição para o consumo da droga”, afirma.
A dificuldade em lidar com alguma questão social específica também pode causar a doença. O especialista explica, “desemprego, separação conjugal e falecimento de ente querido são casos comuns que geram o alcoolismo.”
Os familiares têm um papel importante no controle e melhora da doença, já que o alcoólatra tem muita dificuldade de aceitar o diagnóstico e, muitas vezes, torna-se agressivo. Segundo o psiquiatra os familiares dos dependentes devem ter cautela, pois têm maior predisposição a desenvolverem o alcoolismo. “Há uma maior incidência da doença em parentes diretos de alcoólatras.”, alerta o psiquiatra.
Efeitos colaterais
Segundo dados do Ministério da Saúde, 11% da população brasileira entre 12 e 65 anos apresentam quadro de dependência de bebidas alcoólicas. Galvão conta que o impacto do alcoolismo é tão grande que se calcula que metade da ocupação dos leitos dos hospitais são decorrentes de doenças ocasionadas pelo consumo excessivo do álcool, como cirrose hepática, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, além de acidentes de trânsito.
Para tratar a doença, o especialista ressalta que o acompanhamento médico é essencial. “O momento de parar de beber é muito delicado. A interrupção brusca do consumo da droga pode gerar quadros de ´delirium tremins´ associados a convulsões podem levar à morte. Por isso, um médico deve ser procurado para orientar o dependente e acompanhar o tratamento”, afirma Galvão.
Fonte:Gazeta Web/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Segundo o psiquiatra Carlos Augusto Galvão, a genética não só transfere o chamado “gene do alcoolismo”, como também outras doenças que podem provocar a dependência. “Por ser um sedativo, o álcool traz conforto psíquico. Pessoas com depressão, pânico e disritmia cerebral podem apresentar predisposição para o consumo da droga”, afirma.
A dificuldade em lidar com alguma questão social específica também pode causar a doença. O especialista explica, “desemprego, separação conjugal e falecimento de ente querido são casos comuns que geram o alcoolismo.”
Os familiares têm um papel importante no controle e melhora da doença, já que o alcoólatra tem muita dificuldade de aceitar o diagnóstico e, muitas vezes, torna-se agressivo. Segundo o psiquiatra os familiares dos dependentes devem ter cautela, pois têm maior predisposição a desenvolverem o alcoolismo. “Há uma maior incidência da doença em parentes diretos de alcoólatras.”, alerta o psiquiatra.
Efeitos colaterais
Segundo dados do Ministério da Saúde, 11% da população brasileira entre 12 e 65 anos apresentam quadro de dependência de bebidas alcoólicas. Galvão conta que o impacto do alcoolismo é tão grande que se calcula que metade da ocupação dos leitos dos hospitais são decorrentes de doenças ocasionadas pelo consumo excessivo do álcool, como cirrose hepática, hipertensão, diabetes e alguns tipos de câncer, além de acidentes de trânsito.
Para tratar a doença, o especialista ressalta que o acompanhamento médico é essencial. “O momento de parar de beber é muito delicado. A interrupção brusca do consumo da droga pode gerar quadros de ´delirium tremins´ associados a convulsões podem levar à morte. Por isso, um médico deve ser procurado para orientar o dependente e acompanhar o tratamento”, afirma Galvão.
Fonte:Gazeta Web/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)
Anabolizantes poderão receber mesmo tratamento de drogas ilícitas
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6696/09, do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), que trata de esteróides anabolizantes e substâncias similares. A proposta modifica a Lei 11.343/06, que criou o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas.
Pelo texto, passa-se a considerar, como drogas, os esteróides androgênicos ou peptídeos anabólicos - conhecidos como anabolizantes hormonais - que causem dependência humana.
O projeto prevê também que receberá as mesmas penas previstas para traficantes, fabricantes e vendedores de drogas ilícitas o agente que promover a venda, oferecer, entregar ou fornecer a consumo, ainda que gratuitamente, medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes, sem a devida apresentação e retenção da cópia da prescrição emitida por médico ou dentista devidamente registrados nos respectivos conselhos profissionais.
Mercado da beleza
O autor afirma que, com o crescimento do "mercado da beleza" cada vez mais exibicionista e exigente para os padrões sociais, nasce a necessidade de ter um corpo aparentemente sadio e musculoso, o que impulsiona a procura por subterfúgios para o alcance rápido e sem esforço desse chamado padrão de beleza.
"Neste anseio, jovens, adultos e até idosos utilizam mecanismos rápidos para obtenção de um corpo esbelto e musculoso, como é o caso dos medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes", explica.
O deputado lembra que, atualmente, a venda desses esteróides ainda é feita às escuras, e até mesmo um menor de idade consegue obtê-las sem qualquer prescrição médica.
Na opinião do parlamentar, o resultado disso são os inúmeros casos de intervenções médicas pelo uso indevido ou excessivo de anabolizantes, além de altos índices de morte ocasionados pelo uso indiscriminado desses medicamentos.
Testoterona
"Os esteroides anabólicos, ou anabolizantes, são drogas relacionadas ao hormônio masculino testosterona que destinam-se, especialmente, a repor a falta de hormônio masculino ou de musculatura corpórea, melhorando, momentaneamente, enquanto perdurar o uso e seus efeitos, a ´performance´ dos usuários em atividades físicas", argumenta.
O parlamentar lembra que essas drogas causam dependência psicológica. O usuário não consegue mais ficar sem o seu uso contínuo. O corpo escultural passa a fazer parte da dependência psicológica, mesmo que a custo de um elevado preço, pago pelo organismo do usuário, ainda que sabidamente possa resultar em morte.
Ele acrescenta que a necessidade ou não do uso desses medicamentos depende da avaliação do profissional habilitado. "Infelizmente essas drogas anabolizantes continuam sendo vendidas ilegalmente no País e sem que exista o devido controle e punição", disse.
Assumção recorda ainda que muitas pessoas produzem anabolizantes caseiros ou misturam fórmulas para animais para uso como coadjuvantes anabólicos e colocam esses produtos à venda em diversas localidades, até mesmo na internet, sem qualquer controle sanitário.
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
Fonte:Agência Câmara - Saulo Cruz
Pelo texto, passa-se a considerar, como drogas, os esteróides androgênicos ou peptídeos anabólicos - conhecidos como anabolizantes hormonais - que causem dependência humana.
O projeto prevê também que receberá as mesmas penas previstas para traficantes, fabricantes e vendedores de drogas ilícitas o agente que promover a venda, oferecer, entregar ou fornecer a consumo, ainda que gratuitamente, medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes, sem a devida apresentação e retenção da cópia da prescrição emitida por médico ou dentista devidamente registrados nos respectivos conselhos profissionais.
Mercado da beleza
O autor afirma que, com o crescimento do "mercado da beleza" cada vez mais exibicionista e exigente para os padrões sociais, nasce a necessidade de ter um corpo aparentemente sadio e musculoso, o que impulsiona a procura por subterfúgios para o alcance rápido e sem esforço desse chamado padrão de beleza.
"Neste anseio, jovens, adultos e até idosos utilizam mecanismos rápidos para obtenção de um corpo esbelto e musculoso, como é o caso dos medicamentos do grupo terapêutico dos esteróides ou peptídeos anabolizantes", explica.
O deputado lembra que, atualmente, a venda desses esteróides ainda é feita às escuras, e até mesmo um menor de idade consegue obtê-las sem qualquer prescrição médica.
Na opinião do parlamentar, o resultado disso são os inúmeros casos de intervenções médicas pelo uso indevido ou excessivo de anabolizantes, além de altos índices de morte ocasionados pelo uso indiscriminado desses medicamentos.
Testoterona
"Os esteroides anabólicos, ou anabolizantes, são drogas relacionadas ao hormônio masculino testosterona que destinam-se, especialmente, a repor a falta de hormônio masculino ou de musculatura corpórea, melhorando, momentaneamente, enquanto perdurar o uso e seus efeitos, a ´performance´ dos usuários em atividades físicas", argumenta.
O parlamentar lembra que essas drogas causam dependência psicológica. O usuário não consegue mais ficar sem o seu uso contínuo. O corpo escultural passa a fazer parte da dependência psicológica, mesmo que a custo de um elevado preço, pago pelo organismo do usuário, ainda que sabidamente possa resultar em morte.
Ele acrescenta que a necessidade ou não do uso desses medicamentos depende da avaliação do profissional habilitado. "Infelizmente essas drogas anabolizantes continuam sendo vendidas ilegalmente no País e sem que exista o devido controle e punição", disse.
Assumção recorda ainda que muitas pessoas produzem anabolizantes caseiros ou misturam fórmulas para animais para uso como coadjuvantes anabólicos e colocam esses produtos à venda em diversas localidades, até mesmo na internet, sem qualquer controle sanitário.
Tramitação
A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.
Fonte:Agência Câmara - Saulo Cruz
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